A base de valores desse projeto iniciou no território brasileiro em 22 de outubro de 1934, quando o casal Itaro e Kishi Sako chega no porto de Santos, e inicia as atividades agrícolas em Mogi das Cruzes após um período de trabalho braçal nos cafezais na região de Franca-SP. A primeira e
a segunda geração cresceram com o cultivo da batata
através do uso das técnicas de produção baseada no
clima e solo de seu país de origem, o que permitiu a
terceira geração observar as conseqüências dessa
importação de tecnologia, como a degradação das
terras, a carência da tecnologia de clima tropical e
o alto custo de produção da cultura. Todos esses
fatores culminara na falência da fazenda da família,
e acreditando nopotencial agrícola do Brasil, a
família Sako decidira persistir na atividade agrícola
iniciando o desenvolvimento da tecnologia de
produçãoque fosse coerente com o clima tropical,
assim surge em 1978 a Mafes equipamentos
agrícola. Nessa evolução da tecnologia de
produção, a quarta geração da família nascera
com o sonho de desenvolver a agricultura tropical
e se direcionar a um mundo sustentável. Com esse
idealismo, a família Sako vem se perenizando
no mercado agrícola e com esse espírito
visualiza-se a oportunidade e cada integrante
da comunidade Esalqueana acreditar
profundamente em seu sonho e formar a
base de valores para concretiza-las.

      A concepção do projeto partiu do sonho
da quarta geração da família em desenvolver
a tecnologia tropical. Em 2005, um grupo de
alunos (Danilo Barbosa de Melo, Thiago
Augusto de Moura e Henry Sako), haviam
obtido uma pequena experiência no setor produtivo da batata e por uma consciência do potencial da ESALQ em desenvolver uma tecnologia útil aos produtores, surgiu a iniciativa do estudo dessa cultura. Nesse mesmo ano, obtiveram a oportunidade de conhecer o professor Hasime Tokeshi que alertava a importância de juntar os diversos conhecimentos existentes na agronomia para entender os processos produtivos da natureza. Assim, consciente de que era importante formar uma equipe multidisciplinar, o projeto Capim veio a agregar com a concepção do projeto através dos alunos Felipe Pessinato Daltro, e Pedro Castro de Almeida, com o apoio do professor Moacyr Corsi. A base do projeto é a aplicação da sustentabilidade na agricultura tropical, a convicção do grupo era que a matéria orgânica teria que ser desenvolvida na própria área, tendo de ser volumosa, com qualidades nutricionais, donde indicaram o uso de culturas forrageiras e a necessidade de talentos para o seu manejo.
      Nessa época, houve uma parceria da IHARA com a Mafes surgindo o SISTEMA PLANTA FORTE para o cultivo da batata. Esse projeto permitiu que a quarta geração amadurece seus valores através do acompanhamento da realidade do campo e realçou a convicção de que haviam empresas com políticas de ações para a sustentabilidade, mesmo que seja aparentemente contradizente em sua razão social, como o caso da IHARA que é um fabricante de defensivo e prega o uso racional e a diminuição do uso de defensivos agrícolas.
      Da convicção adquirida brotara o ânimo para não desistir mesmo após 13 fracassos na instalação do projeto em diversas regiões do estado de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, até que em 11/09/06 com o apoio dos professores Paulo César Tavares de Melo e o professor José Laércio Favarin culminara no sucesso da implantação do projeto na ESALQ/USP.
      O projeto acabava de encontrar um porto após um longo período de navegação ao léu e começara a busca por parceiros de empresas privadas que acreditassem no ideal e pudessem nos auxiliar no que fosse (produtos e desenvolvimento do conceito de produção) para a implantação do experimento.
      A medida que os alunos se empenhavam no projeto, os valores e a consciência da missão foram amadurecendo e a equipe se tornara mais sólida com o apoio dos professores Hasime Tokeshi, Sérgio Batista Alves e Tsuioshi Yamada.      
     Portanto são duas as características marcantes do projeto, estimular o desenvolvimento da missão de vida (sonho) nos seus integrantes e o desenvolvimento da ciência aplicada.